
Das palavrinhas que carinhosamente escrevo aqui.
Conseguirei junto ao tempo colar cada pedaço das minhas pérolas faltantes. Junto à você vieram todas aquelas coisas indizíveis que antes eram somente mudas e encobertas. Não que eu mesma cobrisse alguma parte, mas parece que com seus olhos conseguiria desvelar o mundo e ainda pintar um que fosse só nosso. E como foi lindo! - e deveras doloroso - ousar-me olhar por suas janelas de horizontes sem fim! Toda aquela amplitude fazia vertigem às batidas do coração, e eu há muito já não sabia mais navegar... Se fosse concedido dar remos a outras mãos, talvez não tivéssemos teimado em criar asas. Sei que outrora a hesitação pareceu presente, mas não era medo, juro. Eram juras de amor premeditadas. Era o silêncio que não ensurdeceu o coração. Era só luz ecoando do sorriso. E sempre foi, é, será, por você.
Assim como Maynard escreveu uma quantidade de dias enquanto título, escreverei também. Ele faz meu coração swingar com batidas fortes e estranhas, tambores tribais e voz baixinha. Mas meu coração não bate por ele. Bem verdade que durante muito tempo ele ajudou este órgão a não parar de vez. Eis que. Vem me acontecer o inesperado, o imprevisto, o (im)perfeito jeito de se encontrar alguém. Essa internet que já me fez passar por uns mal bocados - e ainda faz - em relação às relações humanas (que falso pleonasmo!), mostrou-se como o caminho para uma vida absolutamente real. Os mais fortes e melhores porres, gritos, choros, sussuros, conversas, orgasmos, agarros, beijos e abraços. Onde o mim é um fim sem fim em você. 365. E ainda é o primeiro.